Lançamento Gibenf 2009

Nos dias 18 e 19/05, a coordenadora de eventos, apresentou para os alunos do 2ºano do Ensino Médio, a Gibenf 2009. Os alunos receberam as explicações com muito entusiasmo e ficaram atentos a cada informação.

Eles poderem ter uma visão geral por meio de fotos e vídeo, dos principais momentos da Gibenf de 2008.

Desse grupo de alunos serão indicados, os líderes de cada equipe, que serão responsáveis pelo recebimento e repasse das tarefas para suas equipes.

A equipe será composta por alunos do 6º ano do Ensino Fundamental ao Ensino Médio. Serão formadas três equipes com a diferença máxima de 50 alunos, entre a equipe com maior e menor quantidade de alunos.

Neste sábado, 23/06, haverá uma reunião com os líderes representantes de cada equipe para a entrega do Regulamento da Gibenf.

gibenf

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Lançamento da Gibenf 2009

Nos dias 18 e 19/05, a coordenadora de eventos, apresentou para os alunos do 2ºano do Ensino Médio, a Gibenf 2009. Os alunos receberam as explicações com muito entusiasmo e ficaram atentos a cada informação.

Eles poderem ter uma visão geral por meio de fotos e vídeo, dos principais momentos da Gibenf de 2008.

Desse grupo de alunos serão indicados, os líderes de cada equipe, que serão responsáveis pelo recebimento e repasse das tarefas para suas equipes.

A equipe será composta por alunos do 6º ano do Ensino Fundamental ao Ensino Médio. Serão formadas três equipes com a diferença máxima de 50 alunos, entre a equipe com maior e menor quantidade de alunos.

Neste sábado, 23/06, haverá uma reunião com os líderes representantes de cada equipe para a entrega do Regulamento da Gibenf.

gibenf 2009

Projeto Institucional 2009

O Projeto Institucional do Colégio O Bom Pastor, em 2009 não foi determinado um tema gerador como nos anos anteriores. Este ano cada professor ou grupo de professores ficaram livres para elaborar o seu projeto a partir de um conteúdo trabalhado em sala de aula.

O cronograma quanto ao período de realização do projeto permaneceu. Sendo distribuído por área de conhecimento, ou seja, humanas, exatas e comunicação.

Área de Humanas, realizada no primeiro bimestre de 09/02 a 17/04; Exatas no segundo bimestre de 22/04 a 12/06; Comunicação no quarto bimestre de 21/09 a 13/11.

Em Humanas, os professores que estão orientando os projetos Erro no Sistema (9º ano CBP), Diários do Amor (8º ano CBP), Centelha (6º e 7º ano CBP) e Maranhão na república: São Luís, conhecendo e debatendo a sua história (9º ano CBP), optaram por proporcionar aos seus alunos visitas a locais que enriquecem suas pesquisas de acordo com a temática de cada um.

Os demais projetos estão desenvolvendo pesquisas bibliográficas, pesquisas no Laboratório de Informática, palestras, seminários organizados pelos alunos, debates, reflexões com letras de músicas, poemas, filmes. São eles: Fraternidade e Segurança Pública (6º e 7º ano matutino – CBPJr); O homem e o meio (6º e7º ano – CBPJr); A violência na WEB (8º ano – CBPJr); Segurança Pública: combate a violência racial e a violência no trânsito (9º ano – CBPJr); Cultura AFRO-Maranhense: Educação para a diversidade cultural afro-maranhense (1º ano: Ensino Médio/Filosofia – CBP); Ocidente e Oriente: uma via de mão dupla (1º AM e BM: Ensino Médio/História – CBP); História e Historiografia: refletindo no cotidiano (1º ano CM, DM, AV, BV, CV : Ensino Médio/História – CBP); PARODIANDO A HISTÓRIA: um olhar musical sobre o Brasil Colônia (2º ano: Ensino Médio/História – CBP);

Percebe-se um envolvimento muito grande por parte de alunos e professores durante a realização do projeto. A culminância está prevista para o período de 13 a 17/04, com raras exceções como por exemplo o projeto Fraternidade e Segurança Pública que será no dia 02/04.

Observação: CBP: Colégio O Bom Pastor; CBPJr: Colégio O Bom Pastor Júnior.

Projetos que dão vida a escola

Marlúcia Irene de Barros

(Pedagoga e especializanda em Supervisão, Orientação e Gestão Educacional)

Quando pensamos numa escola que acompanha a dinâmica das mudanças constantes e rápidas que ocorrem em nossa sociedade. Pensamos numa escola em constante ação, na qual, os alunos são interativos e construtores de seus próprios conhecimentos.

A Pedagogia de Projetos oportuniza ao aluno compreender melhor o assunto desenvolvido em sala de aula. Pois, por meio do projeto este assunto ultrapassa a barreira das paredes escolares e sai em campo na busca de novos conhecimentos.

É visível como a sala fica movimentada quando determinado professor incentiva seus alunos a serem curiosos, a não se satisfazerem apenas com as informações obtidas naqueles 50 minutos de aula. Percebe-se que a aula fica mais dinâmica, mais atraente, sem falar na relação professor-aluno que se enriquece, pois o aluno perde o medo de perguntar e até mesmo de errar, pois ali, ele se sente o verdadeiro sujeito de sua própria aprendizagem. Segundo FREIRE (1987), “ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo

É importante ressaltar que só haverá um projeto com êxito se o professor acreditar nele, se o professor se envolver interinamente em seu processo, desde a elaboração, perpassando por cada etapa com entusiasmo. O aluno deve perceber alegria nos olhos do professor quando cada etapa do projeto é concluída. Assim sendo, o projeto trará os frutos que o professor objetivou.

Percebe-se que o projeto quando bem orientado ajuda aos alunos com dificuldades de se concentrar na aula a dedicarem sua energia por aquela causa e também tira da passividade aquele aluno que é mais tímido. Ou seja, no fazer, cada um com suas próprias limitações encontram um sentido que o faça a se adequar à realidade da prática dos projetos. Portanto na prática da Pedagogia de Projetos podemos afirmar que estão inseridos os quatro pilares da educação: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a ser e aprender a aprender.

Os professores de Matemática e o Projeto Institucional

Neste sábado, dia 14 de fevereiro, os professores da disciplina de Matemática, Mauro, José Lucas e Henrique Góes com a participação da Coordenação de Eventos Marlúcia Irene e do Gerente de Eventos e Esportes Fábio Santos, se reuniram no Colégio O Bom Pastor Júnior para elaborar o Projeto Institucional/Exatas. A proposta é fazer a Semana da Matemática, cujo objetivo é mostrar a relação da matemática com o dia-a-dia dos alunos.

O projeto será desenvolvido no período de 22/04 a 12/06 envolvendo os alunos do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano) e do Ensino Médio (1ª e 2ª séries).

Bom trabalho a todos!

Campanha da Fraternidade 2009: uma reflexão a favor da PAZ.

A CF 2009 é um convite a reflexão e a mudança de atitude em relação aos vários tipos de violência que impedem o ser humano de ter um convívio harmônico consigo, com os seus semelhantes e com a natureza.

Pode-se dizer que a violência está dividida em três tipos: violência estrutural, violência física e violência simbólica.

A violência estrutural engloba as formas sistemáticas de negação da cidadania a indivíduos e grupos baseados principalmente na discriminação social contra “os diferentes”. São discriminados, sobretudo na área da educação, do emprego e da saúde.

A violência física é facilmente identificada por se aplicar a uma realidade corpórea. A sociedade chega a mobilizar contra este tipo de violência. Porém, devido à frequência muitas pessoas já veem sob o critério da normalidade e reage com indiferença diante de determinados casos. É importante ressaltar que esse tipo de violência é o mais divulgado na mídia.

A violência simbólica é menos perceptível no meio social, no entanto seus efeitos são nocivos. A ação ocorre por coação, constrangimentos, ameaças, exploração de fatos ou situações, negação de informações, chantagens, pela cultura do medo e da humilhação.

Esses três tipos de violência têm se manifestado de diversas formas, entre elas a violência no meio familiar que envolve excesso na punição física ou simbólica, violência contra a mulher, agressão aos filhos, violência contra pessoas idosas, pedofilia e abuso sexual, dentre outras manifestações de violência no ambiente que deveria gerar segurança, conforto e paz.

Além da violência no ambiente familiar destacam-se a violência no campo, que tem inclusive causado muitas mortes, a violência no trânsito, que no Brasil, causa mais mortes do que muitas guerras no exterior, à violência contra a natureza, o meio ambiente tem sido alvo da violência das pessoas, é gritante ver as florestas serem destruídas por causa da ganância humana, a violência contra os defensores dos direitos humanos que com frequência mexem com interesses e causas de poderosos.

Diante de tudo o que foi exposto a Campanha da Fraternidade traz como tema: “Fraternidade e Segurança Pública” e o lema: “A paz é fruto da justiça”, cujo objetivo principal é suscitar o debate sobre a segurança pública e contribuir para a promoção da cultura da paz nas pessoas, na família, na comunidade e na sociedade, a fim de que todos se empenhem efetivamente na construção da justiça social que seja garantia de segurança para todos.

Realmente só existe paz, onde impera a justiça.

Programa Parlamento Estudantil, o encontro

parlamento estudantil

parlamento estudantil

Nesta 4ª feira, dia 17/12, ocorreu o encontro dos deputados estudantes, na nova Assembléia Legislativa. Na entrada os participantes receberam uma camisa com a logomarca do programa e uma pasta contendo informações sobre a Assembléia.

A programação do encontro teve início às 14h, no auditório da Assembléia, com a participação do presidente João Evangelista. Em seguida, os representantes do Parlamento Estudantil participaram de uma visita pelas novas instalações da Assembléia. Após a visita, foi proferida uma palestra pelo Professor Júlio César sobre o tema Empreendedorismo e Empregabilidade. Depois, a palavra foi franqueada aos estudantes deputados que falaram da importância da palestra e do programa, encerrando com um delicioso coquetel.

Representando o Colégio O Bom Pastor participaram os alunos João Ricardo dos Santos Pinho, Marina Meireles Silva Romi Marques e Rhayra Melo Ribeiro de Carvalho,, a orientadora educacional Rosinete Santos e a coordenadora de eventos Marlúcia Irene.

Sobre o Programa:

Em uma sessão especial da Assembléia Legislativa, os deputados estaduais cedem os seus lugares para jovens estudantes. A intenção é oferecer, pela vivência de um dia de sessão parlamentar, esclarecimentos sobre a importância, as funções e o cotidiano do Poder Legislativo.

Os estudantes selecionados se tornaram deputados e deputadas, passando a dirigir todos os trabalhos do Parlamento Estudantil, apresentaram propostas para melhorar as condições de vida da população, com a tribuna livre para expressar suas idéias.

As sessões do Parlamento Estudantil foram transmitidas ao vivo pela Internet e os projetos publicados no Diário Oficial do Poder Legislativo.

Até então, houve duas edições do programa, a 1ª em 2005 com a participação dos estudantes das escolas Liceu Maranhense e Dom Bosco, a 2ª foi em 2006 e teve a participação de seis escolas, sendo três públicas (João Bacelar Portela, Colégio Cidade de São Luís (Cohab), CEM Cidade Operária) e três particulares (Colégio Santa Teresa, Colégio Educator e Colégio O Bom Pastor).

SER LÍDER É SABER DOAR-SE

(Resumo do livro O Monge e o Executivo de James C. Hunter)

Este livro tem como principal propósito, dar dicas de como a pessoa deve agir para ser um bom líder, termo mais adequado para empregar a quem gerencia um grupo de pessoas.

Ter liderança é ter habilidade de influenciar pessoas para trabalharem entusiasticamente visando atingir aos objetivos identificados como sendo para o bem comum. Habilidade é uma capacidade adquirida. Sendo assim, influenciar os outros é uma habilidade que pode ser aprendida e desenvolvida por alguém que tenha o desejo e pratique as ações adequadas.

Ser líder é ter poder ou ter autoridade? Veja a descrição de cada termo. Poder é a faculdade de forçar ou coagir alguém a fazer sua vontade, por causa de sua posição ou força, mesmo que a pessoa não preferisse fazer. Autoridade é a habilidade de levar as pessoas a fazerem de boa vontade o que você quer por causa de sua influência pessoal.

Com a quebra de antigos paradigmas devido às mudanças que ocorrem rapidamente no mundo, houve mudanças também na pirâmide administrativa que colocava no topo aquele que tinha mais poder na empresa. Com o novo paradigma quem está no topo é o cliente e cabe ao líder se colocar a disposição para servir aos clientes internos e externos.

Os líderes devem identificar e satisfazer as necessidades de seus empregados, serví-los e atendê-los. Os escravos fazem os que os outros querem, os servidores fazem o que os outros precisam. Existe, pois, diferenças entre satisfazer vontades e satisfazer necessidades. Uma vontade é simplesmente um anseio que não considera as conseqüências físicas ou psicológicas daquilo que se deseja. Uma necessidade é uma legítima exigência física ou psicológica para o bem-estar do ser humano.

O papel do líder é de identificar e satisfazer as legítimas necessidades das pessoas, estes devem ficar atentos às particularidades de cada um. De acordo com Abraham Maslow, às necessidades estão divididas em cinco níveis: nível 1 (comida, água e moradia); nível 2 (segurança e proteção); nível 3 (pertencimento e amor); nível 4 (auto-estima) e nível 5 (auto-realização).

Depois de satisfazer os dois níveis básicos de necessidades, as pessoas desejam ser valorizadas, amadas e importantes no grupo que pertence (empresa, família, igreja, etc). Nem todos podem ser o presidente, mais todos podem ser o melhor empregado na função que exerce. Cabe ao líder incentivar e dar condições para que as pessoas se tornem o melhor que poder ser.

Jesus Cristo é considerado o maior exemplo de líder de toda a humanidade e sua liderança foi baseada no servir. Jesus não tinha PODER, mais possuía muita influência, ou seja, tinha autoridade, e ainda hoje é capaz de influenciar milhares de pessoas. Nunca usou o PODER, nem coagiu, nem forçou ninguém a segui-lo.

A segurança que se exerce em longo prazo, suportando o teste do tempo, deve ser construída sobre autoridade. A autoridade se constrói sobre serviço e sacrifício. Jesus influenciou e influencia muitas pessoas através do seu serviço e do seu sacrifício na cruz.

No processo de satisfazer necessidades será preciso frequentemente fazer sacrifícios por aqueles a quem servimos. A autoridade sempre se estabelece ao servir aos outros e sacrificar-se por eles. O serviço que se presta tem origem na identificação e satisfação das necessidades legítimas.

A liderança começa com a vontade que é a única capacidade como seres humanos para sintonizar intenções com ações e escolher o próprio comportamento. É preciso ter vontade para escolher amar, isto é, sentir as reais necessidades, e não os desejos, daqueles que são liderados. Nem sempre se pode controlar o que se sente a respeito de outra pessoa, mas pode controlar o comportamento em relação às outras pessoas.

No Novo Testamento no livro de Coríntios, o AMOR é definido resumidamente como: paciência que significa mostrar autocontrole; bondade, que é dar atenção, apreciação e incentivo; humildade que é ser autêntico, sem pretensão, orgulho ou arrogância; respeito, tratar as pessoas como se fossem importantes; abnegação, satisfazer as necessidades dos outros; perdão, desistir de ressentimentos quando enganados; honestidade, ser livre de engano; compromisso, assumir as suas escolhas.

Portanto, ser líder é por de lado suas vontades e necessidades, é buscar o maior bem para todos.

O COORDENADOR PEDAGÓGICO E A AÇÃO DO PLANEJAMENTO ESCOLAR

Resumo:

Este artigo aborda as dimensões do coordenador pedagógico e sua ação mediante o planejamento educacional. Ação pautada no coletivo em busca da formação do individuo por meio de uma educação de qualidade que tenha como base o respeito à cultura na qual a escola está inserida. Através do currículo pedagógico que tem como norteador o Projeto Político Pedagógico, o coordenador complementa e suplementa a ação dos docentes.


Palavras-chave: Coordenador. Planejamento. Currículo. Ação. Reflexão.

1. INTRODUÇÃO

O coordenador pedagógico que antes tinha como principal função controlar, fiscalizar o trabalho dos professores, se apresenta com uma nova característica, ser aliado do professor no sentido de contribuir para que o planejado seja efetivado.

Nesse sentido o planejamento é fundamental, pois nele estão contidas as necessidades, as possibilidades, os procedimentos e os recursos a serem empregados na prática pedagógica.

No planejamento encontra-se o projeto pedagógico curricular que expressa a cultura da escola. Portanto, para que o coordenador atue de forma satisfatória precisa conhecer os níveis de currículo, os tipos de currículo e a organização do currículo, pois assim, contribuirá positivamente para uma prática onde quem mais ganha é a própria educação.

1. O Coordenador Pedagógico

A origem do papel da supervisão no Brasil se deu no século XVI por influência dos jesuítas com o propósito de ouvir e observar os professores. Sendo que o modelo atual se inspirou no modelo dos Estados Unidos no século XVIII como inspeção escolar no auge do processo de industrialização. A lei nº 5.693/71 em pleno Regime Militar a instituiu como função tecnicista e controladora.

Com a implantação da supervisão educacional ocorre uma divisão social do trabalho, no qual se destaca os que pensam, decidem, mandam e os que executam. O professor perde sua autonomia, pois entre ele e o trabalho está à figura do técnico (coordenador).

Existem duas definições do papel do coordenador, uma negativa e uma positiva. A negativa diz que o coordenador não é e não deveria ser fiscal de professor, dedo-duro, quebra-galho, tarefeiro, tapa-buraco. Na versão positiva, o supervisor é o articulador do Projeto Político Pedagógico da instituição no campo pedagógico; organiza a reflexão, a participação e os meios para a concretização do projeto.

O coordenador em primeira instância é um educador que deve estar no combate a tudo que desumaniza a escola. Seu foco no trabalho de formação é tanto individual quanto coletivo. Sua práxis compete às dimensões reflexiva, organizativa, conectiva, interventiva e avaliativa.

A atuação da coordenação pedagógica no que tange a função social se dá no campo da mediação, pois deve articular a pedagogia de sala de aula e a pedagogia institucional. Sendo assim, deve acompanhar o trabalho do professor o acolhendo em suas dificuldades, fazendo críticas construtivas, comprometendo com a busca de melhores condições de trabalho na escola. O coordenador é um mediador entre a instituição mantenedora e os professores e entre a comunidade e professores.

A coordenação pedagógica deve ser capacitada nas três dimensões básicas de formação humana: conceitual, procedimental e atitudinal. A atitudinal é a mais difícil de ser trabalhada, pois envolve valores, interesses, sentimentos, disposição interior e convicções. O coordenador precisa desenvolver um mínimo de empatia para com o grupo, aplicando com coerência as categorias de análise que são elas: criticidade, ir além do superficial, valorizar os aspectos positivos; historicidade, saber como sair desta situação, investigar a gênese do problema.

Na dimensão procedimental, refere-se ao saber fazer, encontrar caminhos para concretizar o que se busca. Ela se pauta nas categorias de: intervenção, em que a práxis é a chance de transformação da realidade, pois se estabelece na escola uma dinâmica de ação-reflexão, desenvolve uma metodologia que contemple a compreensão da realidade, clareza dos objetivos, age de acordo com o planejado e avalia a prática; sustentação, para sustentar um processo de mudança é preciso que tenha ética entre os membros do grupo, visão de processo, avaliação e participação.

A dimensão conceitual, o coordenador deve ter conhecimento para saber argumentar, construir e desconstruir conceitos.

2. Ação do planejamento escolar

Planejamento Escolar consiste numa atividade de previsão da ação, ou seja, implica-se numa preparação para algo a ser objetivada para atender às necessidades dentro das possibilidades, procedimentos e recursos a serem empregados, condizentes com o tempo de execução e as formas de avaliação.

Ele irá se concretizar em planos e projetos da escola, do currículo e do ensino representando uma meta, uma seqüência de ações que irão orientar o educador referente à ação, reflexão e deliberação da prática em curso. Inclui também a avaliação dos processos e resultados previstos no projeto baseado na análise crítica e profunda do trabalho realizado havendo a reordenação dos rumos.

O planejamento dentro do projeto pedagógico curricular expressa a cultura da escola porque está assentado nas crenças e valores orientando as práticas para produzir uma realidade voltada para a ação pedagógica não no sentido de “como se faz”, mas principalmente “por que se faz” para assim obter as finalidades sociais políticas almejadas pelo grupo de educadores (Libâneo, 1998).

No que se refere à proposta curricular o planejamento é coletivo e assegura a concepção e o formato do currículo escolhido, a articulação vertical e horizontal entre as áreas/disciplinas do currículo.

O projeto pedagógico é um ingrediente do potencial formativo das situações de trabalho e pode ser denominado de vários nomes. Porém, o que importa é o processo de ação-reflexão-ação que se instaura na escola envolvendo todos os seus integrantes. O projeto concretiza o processo de planejamento, de modo que “fazer planejamento” é ir percorrendo as várias fazes de elaboração do projeto.

O currículo constitui o elemento nuclear do projeto pedagógico, é ele que viabiliza o processo de ensino aprendizagem. O currículo define o que se ensina, o para quê ensinar, como ensinar e as formas de avaliação, em estreita colaboração com a didática.

A maneira como a sociedade seleciona, classifica, distribui, transmite e avalia os saberes educacionais destinados ao ensino, reflete as intenções e práticas sociais que estão por detrás do currículo. Ou seja, a seleção é feita a partir do que a sociedade julga necessário ser incorporada pelos alunos.

O currículo é a concretização do posicionamento da escola face à cultura produzida pela sociedade, o currículo representa a seleção e a organização da cultura.

Os níveis de currículo são: formal, real e oculto. A diferença entre eles mostra o que os alunos aprendem na escola ou deixam de aprender, depende de muitos fatores e não apenas das disciplinas previstas na grade curricular.

O currículo tem uma dimensão externa que se inicia na esfera política e administrativa do sistema escolar, passa pelas crenças, valores, comportamentos existentes na cultura, trabalhado pelos professores até chegar aos alunos.

Quanto à organização escolar, o currículo está dividido em: currículo tradicional que se caracteriza pela organização do conhecimento por disciplinas compartimentalizadas, caráter livresco e verbalista; currículo racional-tecnológico tecnicista se baseia na transmissão de conteúdos e desenvolvimento de habilidades a serviço do sistema de produção; currículo escolanovista (ou progressivista) está centrado no aluno tendo a experiência como forma de ligar a escola com a vida e adaptar os alunos ao meio; currículo construtivista crença no papel ativo do sujeito no processo de aprendizagem; currículo sócio-crítico possui várias correntes que dão ênfase às questões políticas ou pedagógicas no processo da formação em quanto ser social-político; currículo integrado ou globalizado caracteriza-se pela estrutura cognitiva e afetiva dos alunos tendo a interdisciplinaridade como princípio fundamental na formação do modelo curricular.

Os tipos de currículos são: currículos fechados são caracterizados por disciplinas isoladas, inscritos numa grade curricular, professores limitam-se a segui-los, sem autonomia para tomar decisões, não levando em consideração os saberes e competências dos docentes; currículos abertos voltam-se para a integração entre as disciplinas, contam com a participação dos professores respeitando seus saberes e valorizando suas competências.

Existem alguns princípios que são importantes na construção de um currículo sócio-crítico: a escolarização básica obrigatória; seleção de conteúdos; cruzamento de culturas; ensino e aprendizagem centrados no ensino do aprender a pensar e do aprender a aprender; compreensão e clarificação de valores e atitudes; relação entre conhecimento e ação; superação do currículo pluridisciplinar, favorecendo a integração interdisciplinar; considerar a diversidade cultural e as diferenças; melhor qualidade cognitiva e operativa das experiências de aprendizagem; articulação entre as dimensões cognitiva, social e afetiva da aprendizagem; investimento no desenvolvimento pessoal e profissional dos professores e cultivar os processos democráticos e solidários de trabalho, convivência e tomada de decisões.

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Na origem da coordenação pedagógica, o coordenador era o “fiscal”, o chefe que gerenciava a produção. Hoje, deseja-se que este se configure como alguém que auxilia e contribui para a melhoria do processo de ensino aprendizagem, objetivando uma educação de qualidade. Sendo assim, ele é responsável pelo desenvolvimento de um Projeto Político Pedagógico e por colocar essa proposta em ação, ou seja, tirá-la do papel.

O coordenador em sua atuação na escola é de agente transformador e agente formador, ou seja, sua atuação vai além do convívio e relacionamento com os professores, significa ser formador, ouvinte de opiniões, planejando e pondo em execução o dever da escola que é exercer um papel social.

Dessa forma, o planejamento deve ser feito em coletivo, levando em consideração a realidade cultural na qual a escola está inserida, pois só assim alcançará os objetivos propostos.

REFERÊNCIAS

GOUVEIA, Bárbara. O papel da supervisão educacional/coordenação pedagógica. Disponível na internet, no endereço: papeldoprofessor.blogspot.com

LIBÂNEO, José Carlos. Organização e gestão da escola: teoria e prática. Editora Alternativa, Goiânia, 2000.

PLACCO, Vera Maria Nigro de Souza. O coordenador pedagógico e o cotidiano da escola. 3ª edição. Edições Loyola, São Paulo, 2003.

SANTIAGO, Maria Eliete. Projeto pedagógico da escola: uma contribuição ao planejamento escolar. Disponível na internet, no endereço: www.ufpe.br/daepe/n1_6.htm

SANTOS, Francinete Braga. Palestra “O papel do supervisora escolar”. Disponível na internet, no endereço: www.novoacesso.com.br

VASCONCELOS, Celso dos Santos. Coordenação do trabalho pedagógico: do projeto político-pedagógico ao cotidiano da sala de aula. 5ª edição. Libertad Editora, São Paulo, 2004.


Comunicação, arte de manter viva a cultura de um povo.

Saber comunicar é um dom divino, por isso, a última etapa do Projeto Institucional/Comunicação, pesquisou, debateu e apresentou as formas artístico-culturais de se vivenciar valores. Sendo que, os alunos do Ensino Fundamental (6º ao 9ºano), pesquisaram a influência da cultura afro-americana na musicalidade brasileira e os alunos do Ensino Médio (1ª e 2ª séries), as diversas formas de cultivar valores por meio de manifestações artístico-culturais.

Dessa forma, no período de

Institucional/comunicação

Institucional/comunicação

Institucional/comunicação

Institucional/comunicação

10 a 14/11, ocorreu a culminância do projeto, onde os alunos não economizaram em criatividade, entusiasmo e conhecimento. Fizeram belíssimas apresentações, dentre elas: programas jornalísticos, seminários, dramatizações, coreografias, dublagem de artistas como Carmem Miranda, Dudu Nobre, exposição de fotografias, de pinturas, filmes elaborados por eles, dança contemporânea, músicas de autoria dos alunos dentre outros. Todos voltados para os valores JUSTIÇA, ÉTICA, UNIÃO E VERDADE.